Não apenas a inércia; também o descompromisso com o dinheiro público, com a dignidade essencial a quem se ocupa da gestão pública.
Além de fatos os mais escabrosos, que deveriam merecer uma auditoria do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Assembleia Legislativa de MG, nos últimos dias se consumou mais um absurdo que já era esperado.
Três lotes de soro antiofídico, cuja carência mata centenas de pessoas em todo país, perderam a sua validade nos guardados da FUNED.
Esse estoque vale milhões; essas doses podem ser jogadas no lixo, e com muito cuidado para não gerarem contaminação de pessoas e animais.
Há um quarto lote a caminho também da prescrição de sua validade. São aproximadamente 44 mil doses de soro que até para serem dispensados custarão muito dinheiro.
MPMG: a quem responsabilizar por esse descuido?
O que faz o secretário de Estado da Saúde, além de tirar radiografias em vários locais diferentes em um mesmo dia, que não viu isso?
E o governador Zema, que só é visto gravando vídeos com informações distorcidas e mentirosas sobre o seu governo?