Na verdade, impossível. As pesquisas divulgadas nessa terça, 28, de avaliação do governo Zema, transferido para o comando de seu vice, Mateus Simões, revelam um quadro desanimador para ambos, Zema e Mateus, como pré-candidatos aos cargos que buscam.
Dados levantados pela Genial/Quaest informam haver significativas mudanças em como os dois nomes hoje são vistos pelos mineiros, com redução expressiva na aprovação de Zema, que caiu de 62% para 52%, tendo sua desaprovação saltado de 30% para 41%, nos últimos 12 meses.
Esse foi, coincidentemente, o período em que o vice Mateus mais apareceu como o efetivo governante do Estado, tendo a mídia coberto de forma muito próxima sua atuação, suas decisões políticas e administrativas, além de como ele, Mateus, orientou as relações do governo com a classe política e a sociedade.
Dessa forma, Mateus veste sem reparos, tal desaprovação do governo. Não erra quem afirma que Zema é um nome emprestado para assumir a responsabilidade pelos maus resultados que essa pesquisa expôs. As decisões do governo, nesse período da pesquisa, na prática já não lhe pertenciam.
As exceções de sua atuação foram pontuais; uma delas, por exemplo, foi a que proibiu Mateus de revelar o nome das empresas que se beneficiaram das renúncias fiscais, aquelas protegidas pelo sigilo de atos públicos, que Mateus dissera ter nojo de como são construídos. Esse é o mais importante; o restante, são firulas, coisinhas, mas que resultaram nessa desaprovação.