Fedeu o assunto da demissão do secretário de Estado da Educação de MG, o “grande livreiro”, como a ele hoje se referem “amigos da pasta”, Rossieli Soares, após denúncias feitas pela deputada Beatriz Cerqueira, sobre a compra desnecessária de livros realizada, segundo falado, valendo-se de verbas oriundas do FUNDEB.
Até aí, nada demais, mas a operação colocou sobre a mesa o fato de que aquisições semelhantes também aconteceram nos Estados de São Paulo, Pará e Amazonas, onde Rossieli foi secretário. A diferença em Minas foi que tal compra milionária ocorreu no dia 23 de dezembro, sem licitação pública, sem concorrência com outras editoras, sem um planejamento ou recomendação dos setores técnicos da Secretaria de Educação, essenciais que assim o fizessem após estudos e avaliações competentes do material proposto, para sua posterior aquisição.
Feita a denúncia, num primeiro momento o então governador Romeu Zema justificou o pagamento de R$ 348 milhões, argumentando que esse número representava um desconto de 53% do valor oferecido, daí a opção pela ata de preços. Pela informação de Zema, um homem com grande talento comercial, conforme ele mesmo diz sobre a sua formação pessoal, o valor original então seria de R$ 740,4 milhões.