Algumas características seguidas pela operação chamaram a atenção da parlamentar Beatriz Cerqueira, autora da denúncia, e que movimentaram também o Conselheiro Agostinho Patrus, do Tribunal de Contas do Estado de MG. Nelas estão a pressa para se fazer a compra e, mais grave, a adoção de ata de preços, como base para a aquisição de livros, cujo valor, como dito, tem o espantoso valor de R$ 348 milhões.
Para um Estado que está vendendo latinha para conseguir recursos, esse gasto é de arrepiar. Além dos dados que cercam a compra, a exoneração de Rossieli Soares, assinada pelo governador Mateus Simões, após investigações internas e o desencontro de informações sobre o que motivou tal demissão, aguçaram o interesse de órgãos federais de investigação e fiscalização, talvez porque a verba utilizada tenha origem no FUNDEB – Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, principal mecanismo de financiamento da educação pública no Brasil.
Essa relação chama para a mesa a Polícia Federal e o Ministério Público Federal, instituições independentes para que se exerça uma boa investigação sobre o ocorrido.