Embora sejam muito graves as desconfianças que envolvem essa operação milionária de compra de livros, outros fatos devem merecer uma investigação mais rigorosa, dentro da pasta da Educação.
O TCE-MG vai investigar os estudos que orientaram o leilão das 95 escolas para serem entregues a grupos interessados, de banqueiros em especial, e que terão, no que foi divulgado, a responsabilidade de conservação e manutenção das instalações dos prédios escolares.
O que está, em paralelo, sendo apurado, é que o Estado de Minas Gerais realizou milionários investimentos nessas escolas, antes de se comprometer com a sua entrega. Então, se já aconteceram esses investimentos, o que justifica a chamada desses investidores? Onde está o ganho do Estado e da sociedade? Por que entregar tais prédios, numa operação de leilão em bolsa?
Da forma como as coisas estão andando, não será de espantarmos se o Estado propuser o leilão dos terrenos onde estão o Pandiá Calógeras, o Barão do Rio Branco, o Bueno Brandão e o Pedro II para que naqueles terrenos as grandes construtoras ergam prédios.
Tudo pode acontecer, já que a Assembleia e a própria sociedade somente são consultadas depois da batida do martelo, lá na B3. Essa cena em bolsa tem feito parecer democráticas e legitimado tais decisões. Triste.