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A OAB e as lembranças do grande Raymundo Faoro

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Com um pouco de atraso, mas, felizmente, aconteceu.

O Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Colégio de Presidentes dos Conselhos Seccionais manifestaram sua posição na qual dizem “ver com enorme preocupação a escalada de desgastes diplomáticos e jurídicos envolvendo o Brasil e os Estados Unidos; a OAB repudia com veemência especialmente as sanções impostas pelo governo dos EUA contra a economia e contra cidadãos brasileiros, e renova seu compromisso de defesa “incondicional da soberania nacional e do Estado Democrático de Direito e repudia qualquer tentativa de interferência externa na ordem jurídica pátria”.

Na mesma nota, a OAB reafirma que “o Brasil é uma nação afeita ao diálogo e à conciliação, porém sem jamais abrir mão da defesa intransigente de sua soberania”.

Raymundo Faoro, que foi presidente da OAB nos anos de 1977 a 1979, em plena ditadura militar e autor da consagrada obra “Os donos do Poder” tem na sua biografia as marcas da coragem e da independência com as quais dirigiu a entidade.

Ele cunhou frases inesquecíveis em que afirmou: “O poder, se não corrompe, amansa”. E outra: “o estamento burocrático é árbitro da nação, das suas classes, regulando materialmente a economia, funcionando como proprietário da soberania”.

Homens assim fazem falta ao Brasil.

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