As denúncias que vêm sendo divulgadas a partir das investigações feitas pela Polícia Federal sobre a sonegação de impostos federais, mediante o uso de declarações e documentos falsos para obtenção de créditos compensatórios e substituição de valores tributários a serem recolhidos à União reportam valores milionários, que impõem à direção da instituição filantrópica a obrigação de explicar como tais deslizes ocorreram, quem os autorizou e com base em que dados para se exercer tal opção.
Fala-se que o prejuízo da Santa Casa de BH pode chegar a mais de R$ 100 milhões, se contabilizados valores dispendidos para pagamento dos falsos créditos, dos tributos a serem recolhidos e das multas que serão cobradas pelo atraso no seu recolhimento, nas competências próprias.
Algumas informações foram contestadas sobre a data em que tais crimes se iniciaram na Santa Casa e algumas reações de ex-dirigentes da instituição já alertaram que a PF certamente se certificará de que esses delitos ocorreram após 17 de outubro de 2021 (?). As razões que dão suporte a tal afirmação em torno de uma data tão precisa caberão à Polícia Federal e à Receita Federal, esclarecer.
Lamentável que um prejuízo dessa monta possa sacrificar o funcionamento da Santa Casa, uma instituição extremamente querida dos mineiros. Outra dúvida: com tamanho buraco nas suas reservas, como a Santa Casa se habilitará para empreender a gestão do Hospital Maria Amélia Lins, -HMAL- que a Fhemig estaria lhe entregando. Terá fôlego?