Suspeitas de larga influência em decisões em secretarias de Estado da Fazenda, como concessões de renúncias fiscais para contribuintes e setores da economia, revisão de multas tributárias, orientação de maior rigor na fiscalização de certos contribuintes e setores da economia a que estes estão vinculados, são práticas conhecidas das autoridades públicas, das corregedorias sérias e, por fim, dos ministérios públicos estaduais e do MPF.
Quase sempre na caça de atos e bandidos, atuam eficientemente as polícias estaduais e a PF, muitas vezes motivadas por denúncias de servidores inconformados com tais desvios de conduta e de recursos públicos, através de atos disfarçados em perdões, acordos de gabinetes e até mesmo sigilosas renúncias fiscais.
As auditorias em marcha na Secretaria de Estado da Fazenda do Rio de Janeiro têm descoberto repugnantes conchavos entre a cúpula do governo Cláudio Castro com lobistas, empresários, advogados, membros do Judiciário, sonegadores contumazes, políticos e toda sorte de interessados em engrossar uma exitosa quadrilha sempre presente na prática criminosa.
São bandidos, sem rodeios, e que estão soltos, espalhados por todo país, além do Rio de Janeiro.