O processo de privatização da COPASA tem tudo para se complicar nas suas próximas etapas e poderá não se concluir neste ano, o que transferiria para 2027, portanto num outro governo, a privatização da estatal mineira de saneamento.
O que se vê é que, não sendo reeleito o atual governador Mateus Simões, de todos os demais já se ouviram severas restrições ao processo de entrega da COPASA a investidores do segmento financeiro paulista, cujo perfil, claramente, estaria longe da escolha desses novos donos, no atendimento às demandas postas pelos usuários da empresa de águas e saneamento, e que já se arrasta há anos, sem solução.
Se a COPASA for adaptada ao formado dos bancos que essa gente gere, esqueçam; vejam o que está acontecendo com as demais empresas privatizadas no Brasil, especialmente na SABESP, de SP, exposta a seguidos desastres na sua operação.
“A COPASA não pode seguir sendo tratada como geradora de interesses privados, nem como cabide de emprego para governos e deputados das suas bases”, diz o Sindágua.
O TCE-MG agora vai ouvir a equipe dedicada ao planejamento da privatização da COPASA sob suspeitas levantadas pelo Sindágua, que adverte sobre a possibilidade de estarem acontecendo manobras para direcionamento do processo de privatização a grandes grupos, excluindo do certame uma gama maior de concorrentes.