A demora no atendimento das vítimas é objeto de uma ação civil pública movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que aponta para um cenário de sobrecarga estrutural na Polícia Civil mineira.
A OAB questiona o modelo adotado pelo chamado “plantão digital” que centraliza o atendimento de flagrantes em poucas unidades espalhadas pelo Estado. Contudo, o baixo contingente designado para atender nestas centrais tem gerado inconvenientes.
Conforme relatos apresentados na ação, policiais militares, vítimas e advogados têm permanecido horas aguardando a formalização do procedimento policial em virtude a ausência de delegados suficientes. Percebe-se que a alta de investimento impacta não apenas a saúde dos servidores policiais que são submetidos a jornadas extenuantes.
A sociedade também sente o reflexo com a demora na conclusão da investigação e aumento da criminalidade conforme demonstram as estatísticas. O Estado anunciou neste ano a nomeação de cerca de 3.900 soldados para a Polícia Militar.
O aumento na atividade preventiva deve ser festejado, pois representa importante medida no combate ao crime, porém se mostra insuficiente se não acompanhada de investimento na Polícia Civil, que tem a competência constitucional de investigar.