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A grave situação da segurança pública em MG (parte III)

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A demora no atendimento das vítimas é objeto de uma ação civil pública movida pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que aponta para um cenário de sobrecarga estrutural na Polícia Civil mineira.

A OAB questiona o modelo adotado pelo chamado “plantão digital” que centraliza o atendimento de flagrantes em poucas unidades espalhadas pelo Estado. Contudo, o baixo contingente designado para atender nestas centrais tem gerado inconvenientes.

Conforme relatos apresentados na ação, policiais militares, vítimas e advogados têm permanecido horas aguardando a formalização do procedimento policial em virtude a ausência de delegados suficientes. Percebe-se que a alta de investimento impacta não apenas a saúde dos servidores policiais que são submetidos a jornadas extenuantes.

A sociedade também sente o reflexo com a demora na conclusão da investigação e aumento da criminalidade conforme demonstram as estatísticas. O Estado anunciou neste ano a nomeação de cerca de 3.900 soldados para a Polícia Militar.

O aumento na atividade preventiva deve ser festejado, pois representa importante medida no combate ao crime, porém se mostra insuficiente se não acompanhada de investimento na Polícia Civil, que tem a competência constitucional de investigar.

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