Todos sabem que há um limite para a cara-de-pau e para a mentira deslavada, menos como parece, para o vice-governador Mateus Simões, que postou na internet uma peça, aproveitando-se da reapresentação da novela Vale Tudo pela GLOBO, e que inicia sua fala com a pergunta?
“Quem matou Odete Roitman?”
Se tivesse morrido em Minas, vice-governador, poderíamos arriscar dizer que foi a falta de assistência da saúde pública, com hospitais lotados, outros sendo fechados, como é o caso do Maria Amélia Lins, com dezenas de casos de pessoas deformadas por não terem recebido em tempo, cuidados médicos; ou o avanço da criminalidade, do feminicídio, que as estatísticas adulteradas pelas polícias induzem a se pensar que aqui essa triste realidade se reduziu.
Pergunta melhor, vice Mateus, o povo mineiro tem sobre um mistério maior: quem são os felizardos das isenções, das renúncias fiscais e dos regimes especiais que o governo esconde, cinicamente?
Ou você perdeu de vista aquilo que considerava como um princípio moral na administração pública, que é a transparência?
Tito, é, no mínimo abençoado institucional e politicamente, o que você, gota a gota, destila, no fabuloso mundo da ironia ácida.
E, por lamentável, uma verdade que não pode ser aceita pela enorme desfaçatez e maldição privatista que contém.
No meio do abraço que lhe envio, segue, no entorno dele um misto de asco e desencanto com o que se empurra, goela adentro, no alienado e simplório povo dessas Minas…x