A coluna reproduz abaixo nota do Sind-UTE/MG, entidade que exerce a representação dos trabalhadores em educação em Minas Gerais, como reação à atitude de duas representantes da Secretaria de Estado da Educação, em reunião que aconteceu na Assembleia Legislativa de MG. Segue abaixo a íntegra do texto:
EDUCAÇÃO É RESISTÊNCIA, RACISMO NÃO SE TOLERA!
No dia 19 de junho de 2026, durante atividade realizada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise de Paula Romano, e a coordenadora da Subsede de Ibirité, Mônica Corrêa dos Santos, foram alvo da seguinte fala: “Por que tem gente que não assume o cabelo ruim?”.
O comentário, além de ofensivo, carrega um histórico de discriminação contra a população negra, reforçando estigmas que associam características físicas e identitárias a algo negativo. Trata-se de uma manifestação racista que não pode ser naturalizada. O agravante é que o comentário foi feito entre duas superintendentes de ensino, representantes do Governo Simões /Zema. Isso revela como o racismo atravessa não apenas relações individuais, mas também estruturas institucionais.
O Sind-UTE/MG repudia com firmeza esse episódio e lembra que racismo é crime. Não se trata de opinião ou “brincadeira”: é uma violência que precisa ser enfrentada sempre que se manifesta, inclusive por meio de falas que reproduzem preconceitos historicamente construídos. Diante da gravidade da situação, as dirigentes registraram ocorrência junto à Polícia Legislativa da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, exigindo apuração rigorosa dos fatos.
Este caso reafirma a urgência de uma postura coletiva: não há democracia sem igualdade racial, não há educação libertadora sem respeito à diversidade. O enfrentamento ao racismo exige posicionamento, denúncia e mobilização. O silêncio diante da discriminação é cumplicidade.
O Sind-UTE/MG reforça seu compromisso com a luta antirracista e com a defesa da escola pública como espaço plural, inclusivo e transformador. A educação é instrumento de emancipação e não pode reproduzir práticas de exclusão.
RACISMO NÃO SE TOLERA. RESISTIR É UM DEVER COLETIVO.