O Tribunal de Justiça de MG confirmou, em decisão da 19ª Câmara Cível, a suspensão da implantação das escolas cívico-militares em Minas Gerais, uma ideia estapafúrdia do governo Zema e que foi incentivada pelo atual governador, Mateus Simões.
O modelo teve, inicialmente, a oposição do Tribunal de Contas do Estado de MG, mas o Estado obteve uma liminar que assegurava a manutenção do modelo.
Nessa quinta, 09, o TJMG sepultou a ideia, assegurando, contudo, que as escolas sigam com seu funcionamento normal, sem, contudo, a presença de militares fardados dentro de suas dependências.
Embora se saiba que o governo Mateus Simões irá recorrer, será totalmente impossível que tal decisão seja revertida, já que uma revisão nesse sentido talvez acontecesse no próximo ano, quando o Governador certamente já será outro.
Professores ouvidos disseram que a educação em Minas Gerais carece de modernização, de melhores instalações das escolas e melhores vencimentos para os professores. “Militares devem ser empregados na segurança pública, no policiamento; educação é para nós, professores”, disse uma diretora de escola, que preferiu não ser identificada.