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Que “termo de cessão” é esse?

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A transferência do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL) para a Santa Casa de Misericórdia é até hoje um mistério que precisa ser bem investigado, com a ajuda do Ministério Público, que tem independência e autoridade para tal, e pelo Tribunal de Contas de MG.

Quem viu esse Termo deve ter percebido que nele não há data para orientar o cumprimento das obrigações assumidas pela cessionária Santa Casa. E mais: sem ser ouvida a Prefeitura de BH, como ainda não foi, nada andará.

Além disso, o Hospital João XXIII não tem condições técnicas nem instalações para receber o volume de cirurgias que eram executadas no HMAL, conciliando tal demanda com as obrigações que já carrega, atualmente, e a tudo atende com imenso sacrifício dos seus atuais servidores -médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, pessoal de apoio operacional e administrativo-.

O mencionado Termo de Cessão firmado pelo Estado estabeleceu que os equipamentos que compunham o acervo técnico do HMAL, utilizados para atender ao significativo volume de cirurgias que já foi marco daquele Hospital, lá permaneceriam para serem utilizados pelo novo cessionário; a maioria desses equipamentos foi retirada e levada para outras unidades da rede pública; pelo menos, assim se disse. E quem perde com essa desordem?

O paciente carente, lembrando ainda que 80% dos atendidos no HMAL eram aqueles acometidos de trauma de ortopedia. Há notícias que há pessoas ficando com deformações físicas que podem nunca mais ser corrigidas. MPMG e TCE-MG: isso vai ficar assim? Ninguém vai responder por isso?

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