O governador Mateus Simões prega um discurso desenvolvimentista, confeita que a burocracia em Minas foi reduzida e que aqui investidores são bem tratados. Ele devia, antes de tudo, “combinar com os Russos”, neste caso com a Secretaria de Estado do Meio Ambiente, no trabalho que esta exerce através de sua Superintendência do Vale do Jequitinhonha.
O que vem acontecendo desde a semana passada com o mais importante empreendimento para uma região de extrema carência como o Vale do Jequitinhonha é um tiro na propalada marca de um governo que diz ser parceiro de novos investidores, sem falar, o que seria menos importante, na própria candidatura de Simões, que se arrasta, mas ainda sobrevive, embora tomando bolada nas costas.
Os fiscais do Meio Ambiente embargaram empreendimento de exploração de lítio na região de Araçuaí, desrespeitando licenças concedidas desde 2019, todas ratificadas ao longo dos últimos 5 anos pela equipe coordenada pela ex-secretária Marília Melo.
De quem terá partido essa ordem, ou a quais interesses públicos ela serve, se seus próprios funcionários erguem a bandeira do impedimento a uma iniciativa dessa importância? Paga o povo do Vale, que é quem mais sofre, penalizando a iniciativa de uma empresa tem gerado oportunidades que nunca viram na região.