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Desprezo pelo patrimônio de Minas

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As contradições que afloraram na tentativa de explicação por parte do governo do Estado, vindas do governador Mateus Simões, do ex-governador Zema e agora da presidente da Codemge, Luísa Barreto, sobre o paradeiro dos bens que compunham o acervo do Palácio das Mangabeiras, revelam, antes de tudo, o absoluto desprezo daqueles que deveriam se colocar na guarda do patrimônio histórico do Estado.

Primeiro, o ex-governador Romeu Zema referiu-se ao acervo que encontrara no Palácio como “uns móveis velhos”, resumindo aí sua avaliação sobre o mobiliário, as obras de arte, pratarias e a biblioteca recuperada; da parte de Mateus Simões, além de dizer que os bens se acham inventariados e devidamente guardados, o que melhor fizera o governo atual e seu antecessor foi abrigar a realização de duas edições da Casa Cor no Palácio, para com isso arrecadar recursos usados na reforma do Mangabeiras, segundo ele, Mateus, encontrado em ruínas.

E, mais recentemente, da parte da presidente da Codemge, de novo é o que está manifestado num relatório, informando que cerca de 200 bens foram considerados inservíveis e destinados a leilão. Quem realizou tal leilão, com que publicidade, quem arrecadou, por quanto e com base em que pré-avaliação, nada se ouviu.

Segundo o deputado Leleco Pimentel, tudo segue no limbo, sem qualquer explicação que responda sobre o real paradeiro do acervo. Quem será responsabilizado pelo que até agora se pode entender como um sumiço desses bens?

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