Militares que foram em tudo solidários, durante quatro anos, ao presidente Jair Bolsonaro e estão presos por estas impensadas parcerias, não têm sido lembrados pelas campanhas de Flávio Bolsonaro, pelos outros candidatos de sua família e por outros candidatos, seus fiéis apoiadores.
Esses oficiais da Marinha e do Exército estão presos, pagando o alto preço da restrição de sua liberdade por acompanharem com promessas de resistência, ao resultado das eleições que levaram Lula à Presidência da República.
Os demais presos pela estupidez dos atos de 8 de janeiro, depredando prédios dos três poderes e ameaçando explodir o aeroporto de Brasília, também não são sequer lembrados pelo sofrimento a que estão submetidos. Todos são tratados como meros coadjuvantes, ex-amigos, no caso dos militares.
E como brasileiros de segunda, no caso dos manifestantes de Brasília. O que deve passar pela cabeça dessas pessoas? Como reagem, presos nas suas celas, por terem sido apenas mal-usadas, peças de um projeto familiar e egoísta de poder?
O mais velho quer ser presidente da República; o 02, senador de um Estado onde nunca havia passado antes; a mulher, senadora por Brasília e o filho mais novo, sem conseguir articular uma frase que alguém entenda o que quer dizer, busca ser deputado federal.
O Brasil não merece!