Não se sabe o porquê do governo do Estado, desde Zema e isso vem se estendendo sine-die, mesmo comprometendo as convicções democráticas e sólidos princípios éticos do governador Mateus Simões, mas segue trancada debaixo de setenta chaves a lista de empresas que mensalmente são beneficiadas pela renúncia fiscal do Estado de Minas Gerais, numa decisão, ao que se percebe, do ex-governador Romeu Zema; R$ 125 bilhões foram retirados da possibilidade de arrecadação por Minas Gerais.
Por determinação de Romeu Zema, porque Mateus Simões, é sempre bom ressaltar, já disse de seu forte nojo sobre o sigilo aplicado sobre os atos administrativos. Agora, diante das mudanças que aconteceram na Secretaria de Estado da Fazenda, com o sobe-desce de auditores e a sumária exoneração do secretário Luiz Cláudio, é possível que essas informações sejam divulgadas.
Os mineiros, sobretudo aqueles contribuintes que pagam sem qualquer misericórdia do Estado os seus impostos, assim esperam. Até porque, imaginem, se uma ação for empreendida e chegar ao STF para ouvir este Tribunal sobre a inconstitucionalidade desse nojento sigilo, possivelmente a ordem seja a de se abrirem tais informações. Né mesmo?