Tamanha instabilidade e incerteza ocorre na Secretaria de Estado da Fazenda, a mais forte e representativa estrutura de poder do governo de Minas: a torneira do dinheiro do Estado. O perfil que se desenha é conhecido: quem não lidera, apenas executa; quem não define, apenas cumpre.
Na prática, o que se percebe na Sefaz é que à sua frente está um mero operador de interesses internos, cumprindo agenda que ele próprio não define. Mas esse não foi um episódio isolado. Durante a tramitação do PL 5234 na Assembleia Legislativa, o secretário esteve presente, pessoalmente, defendendo o projeto.
Até aí, nada demais — não fosse o detalhe: atuava como porta-voz de demandas da própria cúpula da Fazenda. Ali já havia sinal de desalinhamento entre cargo e postura. Circula entre servidores uma versão incômoda: a exoneração de toda Corregedoria teria ligação com a não punição de dois auditores de alto escalão, mesmo diante de elementos considerados robustos, sobre atividade paralela. Foi o que transpirou até agora.