O episódio recente na Secretaria de Estado da Fazenda de MG não passou despercebido. Exoneração em bloco da cúpula da Corregedoria — seguida de recondução dos exonerados, em menos de 24 horas. Isso não é rotina administrativa, obviamente. Trata-se de uma crise e das grossas.
O movimento foi simples: tira num dia, devolve no outro. No meio do caminho, claro, muita pressão. Relatos apontam reação imediata da estrutura interna, com ameaça de debandada e forte mobilização, resultando num desmoralizante recuo por parte do secretário. Quando uma decisão dessa magnitude dura menos de um dia, a leitura é inevitável: o problema não foi técnico.
Foi de comando, com evidente falta do que se pretendia com a exoneração de um órgão da importância da Corregedoria da Secretaria. Nos corredores da Sefaz, a pergunta não deverá ser sussurrada: quem manda aqui? Quem tem autoridade na Sefaz e a que preço? Porque, quando o secretário decide e volta atrás sob pressão interna, alguém claramente tem mais força na engrenagem.