Em entrevistas recentes, o governador Romeu Zema tem negado peremptoriamente a divulgação dos nomes das empresas beneficiadas pelo seu governo com renúncias tributárias. Negou e que se danem a sociedade, a Assembleia Legislativa, o Ministério Público e o Tribunal de Contas.
A sociedade tem o direito constitucional de saber sobre atos públicos, que assim se confirmam em razão da exigência legal de atenderem ao princípio da publicidade. A Assembleia Legislativa discute e aprova a proposta orçamentária, mas o faz sem saber o que está aprovando; afinal, e isso tem peso, o presidente da Comissão de Orçamento é o pai do principal secretário do governo Zema, o ex-deputado e pré-candidato a não se sabe ainda a que, Marcelo Aro.
O Ministério Público parece conformado com a própria omissão e assume que nesse caso, não é o fiscal da lei. Mas por que caberia aos membros do MPMG buscar a explicação? E o Tribunal de Contas aprova contas que não viu, sem números e notas explicativas.
Zema faz o que quer, passa por cima de todo mundo e, ao que fica evidente, manda seus subordinados calarem a boca, mesmo aqueles que arrotam terem nojo de sigilo. É um quadro degradante. Deveriam ter nojo da própria omissão e covardia. Nojo de se olharem no espelho.