Todos acompanham as seguidas denúncias publicadas sobre a desorganização administrativa e financeira do IPSEMG. Não é apenas o cancelamento de convênios, mas têm sido relatados atos que deveriam ser apurados na extensão deles, especialmente no caso dos credenciamentos de hospitais prestadores de serviços.
Flagrantes discrepâncias em volume de valores pagos a hospitais da rede de conveniados. Mas o que agora causou espanto foi uma decisão do MPMG, por parte de um promotor a quem foram dirigidos ofícios solicitando a instauração de procedimentos de investigação destinados a apurar o uso de cifras milionárias de recursos do IPSEMG, valendo-se de convênios realizados com hospitais e laboratórios, em que pacientes foram atendidos como se fossem amparados pela assistência de saúde do IPSEMG e, assim, geraram prejuízos aos cofres públicos, para exemplificarmos apenas três casos, de R$ 31.389,34 (dez 2019 a jul de 2024); R$ 90.222,52 (fev 2020 a ago 2024) e R$ 2.210.424,39 (jan 2020 a jun 2024).
Iguais a tais casos, que deveriam ser investigados, há, senhores promotores da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público do MPMG, milhões de reais de prejuízos aos cofres públicos.