Quem acompanha as votações que acontecem na Câmara Municipal de BH deve, a princípio, imaginar que somos uma capital sem problemas, tamanha a desimportância de um grande número de assuntos que ali movimentam infindáveis discussões; nessa semana, por exemplo, até um projeto de identificação de locais nas vias públicas próprios para alimentar animais movimentou grandes debates; deve ter inspirado o seu autor a ideia de que cães e gatos não comem se não houver locais próprios, legalmente assegurados por placas de aviso.
Nesta semana, essa coluna abordou a falta de um programa de anistia de débitos fiscais, que certamente poderia promover o ingresso de milhões de reais nos cofres da Prefeitura.
Por sua vez a Prefeitura, também, talvez prefira o ramerrame dos processos administrativos, as inscrições em dívida ativa, que na maior parte das vezes não estimulam contribuintes devedores a buscarem formas de se inserirem num outro universo, o dos regulares.
A coluna errou; há na Câmara um projeto de Lei, o 517/2025, de autoria do vereador Wagner Ferreira, e que tem como relator o vereador Uner Augusto, e que já recebeu parecer favorável pela sua constitucionalidade, legalidade e pela sua regimentalidade, mas que não sai do lugar.
A Prefeitura de BH está na lona, sem recursos para pagar hospitais, para contratar obras necessárias, mas a Câmara, ao que parece, não sabe disso. Talvez porque ela tem a sua disposição um orçamento muito generoso para gastar.