O ex-governador Romeu Zema, como já dito, escolheu a cidade de Montes Claros para dizer que ali ele se encontrava à vontade, porque aquela região, o norte de Minas, foi para onde ele derivou as principais obras e ações de seu governo.
Citou, especialmente, as duas pontes sobre o Rio São Francisco, que tiveram como origem a indenização da Vale, decorrente do rompimento da barragem de Brumadinho, que matou quase 300 pessoas. Então, não são obras de seu governo.
Entrevistado por um repórter de uma emissora local, sobre o que fará para conter a violência, criticou os procedimentos policiais em todo país, porque não há investigações.
Esqueceu-se Zema de que ele deixou sem nomear mais de 300 investigadores, excedentes do último concurso público da Polícia Civil de MG, que já poderiam estar trabalhando e ajudando na formalização dos inquéritos, que empoeiram nas prateleiras das delegacias de Polícia em todo Estado.
A Polícia Civil de MG vive uma realidade penosa, sem policiais para atenderem às demandas da segurança pública e, também, sem combustível para as viaturas e sem instalações adequadas para abrigar as funções e responsabilidades das delegacias de polícia.
A segurança pública em Minas Gerais sobrevive, isso mesmo, sobrevive, mal e porcamente, às dificuldades, graças à ajuda de prefeitos e de comerciantes das cidades e regiões onde atuam.