A divulgação feita ontem pela Polícia Federal de uma conversa do pai do banqueiro Daniel Vorcaro com a irmã do falecido Sicário, sobre uma cobrança que lhe foi endereçada de pagamentos pendentes por serviços prestados quando ainda era vivo o seu ex-serviçal, coincidiu com a data da sessão da 2ª turma do STF que decidiu sobre o tão desejado relaxamento da prisão de Henrique Vorcaro e do primo, Felipe Vorcaro.
O que já teria sido um grande absurdo, isso é, a conversão da prisão dos suspeitos em prisão domiciliar, agora ficou ainda mais complicada, com a divulgação de informações que comprometem ainda mais a conduta criminosa da família, aproximando-a, na avaliação do ministro André Mendonça, ao perfil adotado pela máfia, na sua trajetória.
O ministro Gilmar Mendes não conseguiu avançar com sua tese mais liberal no tratamento dessa espécie de suspeitos, votando sozinho em favor da tão desejada alteração de local de detenção, pelos Vorcaro.
De tudo, o que ficou mais estranho foi a explicação da defesa do pai, Henrique Vorcaro, que diante do questionamento feito pela PF sobre remessas à conta do “sicário” Luiz Felipe Mourão, afirmou tratar-se de comissões por negócios imobiliários.
Dado que há uma forte suspeita de que Sicário teria a função de conter inimigos da família Vorcaro, não seria muito ousado imaginarmos que o Master estivesse se preparando para se lançar na exploração de cemitérios.