O governador “Mateus Simões 1º”, como vem sendo chamado em Minas por alguns analistas políticos, postou um vídeo no qual desenvolve uma série de investimentos realizados pelo Estado, com o rigor de apresentá-los como obra própria, o que, na visão desses críticos, lembra um enunciado próprio das monarquias.
Mas o mais significativo é que tais valores, na sua maioria, ainda expressos em empenhos, montam R$ 82 milhões, valor destinado ao custeio de obras que, se realizadas, serão muito importantes para as regiões onde forem executadas.
Parabéns às regiões, se forem realizadas tais intervenções. Elas representam, somadas, 23,5% do valor investido pela Secretaria de Estado da Educação de MG, na ordem de R$ 348 milhões, na compra, ATRAVÉS DE ATAS DE PREÇOS, de livros tidos como didáticos, mas que não receberam a avaliação pedagógica de nenhuma comissão técnica de dentro da mesma Secretaria.
Eles, coincidentemente, foram também adquiridos pelas secretarias de Educação de São Paulo e do Pará, pastas das quais foi secretário, por coincidência, o senhor Rossieli Soares. Essa operação ainda não sensibilizou o Ministério Público de MG, como também não interessou ao Tribunal de Contas do Estado de MG, ao MPdeContas do TCE-MG, à ALMG, para ser investigada.
Como os valores utilizados vieram do FUNDEB, poderia ser agregada a essa fiscalização o MPF e a Polícia Federal. Afinal, são R$ 348 milhões.
Vejam abaixo o vídeo com a exposição feita pelo governador.