Não. Mexeu errado com um prefeito certo, atento, frontal, mas elegante, até para divergir, diante de “um grosseiro equívoco”. É o que ocorreu, também de forma desastrosa, no mesmo malsinado dia 21 de abril.
Passada a solenidade havida em Ouro Preto, o governador Mateus Simões seguiu viagem para Barão de Cocais e lá, dirigindo-se a prefeitos e vereadores num encontro informal, afirmou, quando perguntado sobre a duplicação das rodovias MG-434 e MG-129, que “a prefeitura resolveu mudar a forma de tratamento do tema e aí as conversas ficaram suspensas.
Espero sensibilizar o prefeito pra gente construir essas soluções em conjunto”. Pra que, gente? O prefeito de Itabira Marco Antônio Lage, a quem se referia como quem paralisou as conversas Mateus Simões, respondeu que o governador, ao fazer tal afirmação, estaria mal-informado ou mal assessorado.
Isto porque a Prefeitura de Itabira já havia construído uma parceria com a Vale, reunindo condições para que 1/3 do valor das obras de duplicação das citadas rodovias fossem assumidos pela Vale; 1/3 pela Prefeitura e que o Estado até aquele momento não havia comparecido com sua participação de 1/3 naquela importante obra, que servirá na interligação de uma importante região com BH.
Mateus estampou fotos das seis reuniões, duas havidas com Zema, duas com Zema e com o próprio vice, Mateus Simões, e pelo menos mais duas de técnicos da Prefeitura com também técnicos da Seinfra-MG. Mania, segundo quem avaliou a fala, de querer botar a culpa da sua inércia nos outros.