A nota recebeu críticas, também, de quem acha que presos têm que sofrer, que “pagar penitência” pelos seus crimes, daí o nome de penitenciárias.
O entendimento da coluna é de que as prisões têm sim, a função de punir quem comete crimes, mas ressalta que essa população está crescendo a cada dia mais, sobretudo nas faixas de detentos de menor idade, sempre às custas do poder público que paga R$ 3,5 por mês/detento para manter essas pessoas presas, sem qualquer outra perspectiva diante de eventual arrependimento de alguns e possibilidade de sua recuperação para uma vida em sociedade.
É daí que surgiram as APACs, que são soluções muito mais econômicas e eficazes no que se propõem. Diferente disso seria a pena de morte, que em todo mundo vem sendo rediscutida e diminuída sua aplicação. Em paralelo, um Judiciário mais eficiente, mais célere, ajudado pela atuação mais eficaz e moderna das investigações polícias e do Ministério Público, muito contribuiria.
Aproveitando, investir em educação em tempo integral é mais barato e de resultados mais eficazes do que em presídios e na manutenção dessa imensa rede de “casas de penitência”. Esse conceito há décadas já sustentava Leonel Brizola e deveria ser lembrado todos os dias pelos nossos gestores públicos.