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Para espanto geral

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O discurso do ex-governador Romeu Zema e do atual, Mateus Simões, sempre buscou realçar o compromisso com a economia, com a racionalidade administrativa, com a austeridade e com o respeito aos recursos públicos.

A espantosa evolução da dívida pública em oito anos, os últimos contratos firmados pela Secretaria de Estado da Educação que vieram a público e que o governo escondeu o máximo como conseguiu, dão mostras de que esse discurso é falso e mentiroso.

Outra faceta dessa tentativa de escamotear a realidade está no sigilo das renúncias fiscais, que exauriram a paciência da Assembleia Legislativa, do Tribunal de Contas e do Judiciário, até mostrar que há muito para ser investigado, isso ficando apenas nessas frentes da administração.

Agora, pasmem, a notícia é de que estão dependurados no caixa do Governo do Estado, 658 cargos comissionados, tudo sob total sigilo. Ninguém sabe onde trabalham, se trabalham regular e diariamente, quanto ganham, como foram selecionados.

Isso, num Estado que não paga a reposição salarial de seus funcionários, sacrificados pelas últimas inflações anuais; que sacrifica os municípios com sua extremada desassistência e que pouco ou nada investe em saúde, em infraestrutura, em segurança pública.

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