Não vai ficar barato a cobrança pelo sumiço do acervo do Palácio Mangabeiras, que o bloco de oposição ao governo do Estado, liderado pelos deputados Bella Gonçalves e Leleco Pimentel vem fazendo com insistência. É repugnante o desprezo manifestado pelo governador Romeu Zema sobre o mobiliário que ele lá encontrou quando assumiu o governo, referindo às peças colecionadas por décadas como “uns móveis velhos”.
Trata-se de uma atitude ignorante, imprópria para um governador de Estado como Minas Gerais, ao desconsiderar a importância que têm as telas e painéis de artistas famosos, lustres, móveis, pratarias que se encontravam dentro do Palácio.
Uma biblioteca com mais de 1000 livros que o ex-governador Antônio Anastasia determinou que fosse totalmente recuperada ainda não foi achada; está certo que o ex-governador Romeu Zema, pelo tom de suas falas e pela dimensão de seus argumentos não valorizasse os volumes dessa biblioteca, nem tampouco as obras de arte; é o seu perfil.
Mas tudo aquilo compunha o patrimônio histórico de Minas Gerais. E por isso já merecia respeito e cuidado na sua guarda. Trata-se de uma obrigação e não de um favor de qualquer governador, ainda que sejam aqueles de poucas luzes.