Ao final do ano de 2025, o Estado do Pernambuco conseguiu negociar a entrega da folha de pagamento de seus servidores por R$ 940 milhões, pelo prazo de 62 meses, cabendo ao Bradesco, o vencedor, a administração de 211.258 contas de servidores.
Nesse mês, o Estado de Minas Gerais decidiu a licitação para entrega do pagamento de sua folha, onde estão 671.478 servidores, e o Banco Itaú venceu a licitação, pelo valor de R$ 2,188 bilhões, pelo prazo de 61 meses. Minas Gerais tem 3,18 vezes o número de servidores que tem o Pernambuco.
O prazo de contrato é o mesmo, mas com outras diferenças: o Bradesco depositou, lá em 2025, o valor da concessão que vencera a crédito do tesouro de Pernambuco; o Itaú já paga os servidores mineiros, e assim não terá sequer o trabalho de abrir novas contas desses 671.478 beneficiários de pagamentos; se fosse adotada a mesma proporcionalidade em relação ao Pernambuco, o valor que seria justo Minas receber pela venda de sua folha deveria ser mais de R$ 3 bilhões.
O Estado vai receber R$ 900 milhões a menos, ou seja, apenas R$ 2,188 bilhões. Quem negociou essa folha deve ser quem também vendeu a COPASA. Graças a Deus que não dará tempo para o atual governo vender mais nada.