Calhordas e bandidos, cabem ambas as qualificações para nos referirmos a grande parte dos deputados do Rio de Janeiro que ameaçaram o atual governador daquele Estado, Ricardo Couto, em divulgar nomes, CPF, gabinete de desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do RJ que mantêm como assessoras, suas amantes.
O Desembargador Ricardo Couto, como governador interino, determinou a exoneração de quase 3260 nomes que viviam mamando nas tetas de 33 secretarias estaduais do Rio e outros órgãos da administração, a grande maioria delas sem comparecer às suas repartições de trabalho no último ano nem para deixarem o paletó na cadeira, simulando lá estarem.
Ricardo Couto, até o momento, seguiu demitindo, com o que em nada impactou os serviços públicos do Estado, mas certo de que essa sua determinação significará para a tesouro uma economia da ordem de mais de R$ 41 milhões, mensalmente, se contados os vencimentos dos cargos, Previdência, gratificações, 13º, férias (?), etc. O Rio de Janeiro tem 70 deputados estaduais e 46 deputados federais.
Como não devem ser todos os seus parlamentares que participam dessa falcatrua, fica assustador o número de fantasmas indicados por cada (porcada) parlamentar.
Além da demissão, o governador determinou a formação de uma comissão para apurar os valores pagos nos últimos anos a cada fantasma, para que a Advocacia Geral do RJ mova contra cada um uma ação de cobrança relativa ao que receberam indevidamente.
O ato do governador interino Ricardo Couto deveria ser imitado por outros governadores de outros Estados brasileiros.