A demora do senador Cleitinho em se definir como candidato ao governo de Minas, provocou a retirada ao seu nome do apoio do partido a que se acha filiado, o Republicanos, que divulgou nota assinada pelo presidente da legenda, Euclydes Pettersen, nessa quarta, 29, anunciando que a legenda decidiu pela não formação de chapa própria para concorrer ao governo do Estado, ficando a legenda aberta para apoiar um candidato com quem possa construir entendimentos nesta linha.
Tal decisão, segundo observadores, pode ter vindo de um acordo desenhado em Brasília, atendendo a outros interesses menos republicanos.
A opção de Cleitinho em disputar o governo de Minas, sempre liderando todas as pesquisas até hoje divulgadas, oficialmente nunca confirmada pelo próprio senador, ou apenas confirmada por terceiros, como sucedeu na última terça em depoimento à imprensa de seus irmãos Gleidson e Eduardo, é a síntese da situação mais atual.
Cansados desse vai-e-vem, tal indefinição, que se entende como um desdém aos mineiros e aos partidos que se colocaram em torno de sua suposta pretensão, a retirada do apoio ao senador pelo Republicanos, pode ser peça de uma costura maior entre lideranças dos partidos anteriormente vinculados à disputa.
Além de Pettersen, também o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e os comandantes do PL/MG já jogaram a toalha.
A última manifestação de Cleitinho, divulgada na imprensa, dizia que sua candidatura poderia ocorrer, e viria em nome do desejo de seu pai e de seu irmão, ambos falecidos, fazendo crer numa moção espiritual vinda dos céus, para tão esperada decisão. Pobre Minas Gerais. Onde chegamos!