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Abraço de afogados (parte II)

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Essa nova investida de Marcelo Aro, para observadores, pode ser uma tentativa de sair da lanterna das pesquisas; seu nome, como pré-candidato ao Senado aparece atrás de Aécio Neves (que nunca se apresentou como pré-candidato), de Marília Campos, de Carlos Viana e Domingos Sávio.

Para ser candidato ao governo, num quadro que tenha mais chances do que hoje tem como pré-candidato ao Senado, como nos últimos dias transpirou, Aro terá que tirar da frente o senador e pré-candidato Cleitinho, o que somente seria possível se houvesse um “convencimento” de Euclydes Pettersen, presidente do Republicanos em MG (indiciado pela Polícia Federal no inquérito das fraudes do INSS), dentro das razões que esse tivesse para negociar a neutralidade da sua legenda, na disputa presidencial, em Minas.

Traduzindo, o Republicanos não apoiaria Flávio Bolsonaro, nem Lula. Para bons entendedores, seria um preço muito alto que se daria a essa neutralidade do Republicanos para, diante dos números já conhecidos nas pesquisas, de muito pouco resultado prático.

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