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Essa eleição tem que passar rápido (parte I)

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Inegável que o Estado de Minas Gerais há meses só respira arranjos eleitorais, campanhas disfarçadas, organização de chapas de candidatos e partidos, numa dimensão que beira a irresponsabilidade com a administração pública e suas urgentes demandas.

Governador viajando pelo país, como foi sobejamente denunciado, a bordo dos aviões do Estado, gastando horrores de combustível, para destinos que quase confirmam, na grande maioria deles, ali estarem sendo realizados ajustes eleitorais ou eleitoreiros.

O vice, da mesma forma, tentando uma figuração de homem simples, um modelito que já deu certo nas duas últimas eleições com seu inspirador mor, Romeu Zema, mas que as pesquisas divulgadas, até o momento, deixam claro que seu projeto não levantará voo.

À parte disso, dessa inércia nojenta, muitos fatos, com farta documentação, vai sendo reunida, testemunhos de um amplo desleixo para com a gestão pública, ao lado isenções tributárias e dispêndios elevados com o uso de bens de altos custos divorciadas do interesse público, passando pela negação da saúde pública a pessoas de uma classe extremamente vulnerável, com omissões gravíssimas como na realização de cirurgias eletivas que vêm sendo transferidas para o Hospital de Pronto Socorro, o João XXIII, que é vocacionado para emergências e urgências médicas.

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