O depoimento da diretora Michele Gomes Resende foi um desenrolar de evasivas, quase sempre negando o inegável: essa privatização está viciada no seu alicerce, nas suas bases, desde que nascera, que somente pode prosperar servindo-se de um cipoal de mentiras, que o Judiciário, o Ministério Público estadual e o federal, o Tribunal de Contas do Estado e a Comissão de Valores Mobiliários não podem se omitir, cada um nas suas atribuições legais, de analisar.
É, dentro da responsabilidade formal e constitucional de cada uma dessas instituições, um dever irrenunciável, examinar, fiscalizar, esmiuçar, sob pena de serem acusadas de grave omissão. Uma grande relevância também ganhou, e todas as explicações prestadas sobre como chegaram a ocupar os importantes postos que ocuparam na COPASA, foram as indagações que insistiram em focar a presença do conselheiro Hamilton Amadeo, como presidente do Conselho de Administração da empresa, e do atual conselheiro Gustavo Barbosa, no mesmo posto.
Bella Gonçalves não poupou críticas ao governo do Estado, principal controlador da COPASA, nem mesmo aos governadores Romeu Zema e Mateus Simões, responsáveis diretos pelas escolhas e nomeação desses nomes para a estatal.