Sobre o presidente Guilherme Duarte, um dos nomes questionados, Bella insistiu em demonstrar a coincidência de sua presença na direção da empresa até enumerar o que ficou explícito, revelando, num confronto elementar de datas, a evidência do conflito de interesses no desenvolvimento de suas atividades, ainda na COPASA às responsabilidades assumidas depois de sua repentina saída da estatal, para trabalhar em um grupo que se configurou, em semanas, como um grande investidor da empresa mineira, em processo de privatização.
Mesmo desligado da presidência da COPASA, Guilherme Duarte permaneceu como integrante de seu Conselho de Administração, o que, sem qualquer esforço para uma dedução elementar, seria o suficiente para que informações privilegiadas chegassem ao seu conhecimento e do grupo que passara a representar, como destacado empregado e assessor. Impossível negar uma relação que sugere, segundo Bella Gonçalves, um conluio, um indisfarçável conflito de interesses que podem prejudicar os interesses do patrimônio público de MG.