Uma empresa de nome BULBE Energia vem há tempos operando em Minas Gerais junto à estatal CEMIG, oferecendo energia fotovoltaica gerada, segundo ela, 30% mais barata para o consumidor. Até aí, tudo ok. Pelo que se pressupõe, ela não tem os mesmos custos de uma CEMIG, que faz geração, transmissão, comercialização, tem um quadro de pessoal mantido para oferecimento desses serviços e, especialmente, manutenção de suas redes e instalações; se a sua energia for desligada, não é nenhuma BULBE que você vai chamar para religar.
A BULBE funciona em salas em um andar na Rua Araguari, coincidentemente na esquina com Av. Barbacena, na esquina oposta à CEMIG. Mas o que impressiona é como uma empresa com três sócios, com um capital social de, pasmem, R$ 200,00 (duzentos Reais) entra nos arquivos da maior estatal de Minas Gerais, obtém os dados pessoais dos consumidores que ela aborda por telemarketing, conhece o seu consumo, abate valores de sua conta e garante pagar à CEMIG o que ela cobrou desse consumidor.
Se o consumidor cancela a relação QUE ELE NÃO PEDIU à BULBE, ela apenas admite cancelar futuras contas se pagar as que ela lhe apresenta e diz que ele deve. Se esse mesmo consumidor vai à CEMIG, o que lhe informam é que BULBE não é CEMIG; é outra coisa.
Pergunta-se: quem é BULBE, que tem toda essa facilidade de criar um negócio, cobrar, ameaçar e que o consumidor não enxerga em lugar nenhum? Se você receber uma cobrança da BULBE, experimente perguntar como eles chegaram ao seu nome, como conseguiram seus dados e quem são eles? E que contrato eles têm com a CEMIG?