Não por acaso, durante as tensões comerciais do Governo Trump com o Brasil, o Chefe de Negócios da Embaixada Americana explicitou o interesse das Big Techs em instalar data centers no país, justificando-o com nossa capacidade hídrica e energética.
O lado oculto: crise hídrica e restrições globais
Holanda, Chile, Estados Unidos (Mesa, Arizona) e outras regiões já barram ou expulsam projetos de data centers devido ao apetite voraz por água dessas instalações.
Segundo o Uptime Institute, um data center médio consome até 5 milhões de litros de água por dia – equivalente ao consumo diário de uma cidade de 10 mil habitantes.
A migração massiva para a nuvem e a explosão de ferramentas como o ChatGPT intensificam essa pressão.
Dados revelam a dimensão do problema:
- A Google reportou em 2023 o consumo de 21 bilhões de litros de água doce em seus data centers, impulsionados por IA.
- Projeções indicam que a demanda global por IA usará 4,2 a 6,6 bilhões de m³ de água doce até 2027.
O texto acima foi escrito por Palowa Mendes, especialista em Políticas Públicas