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Emendas Parlamentares

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As campanhas eleitorais, talvez à falta do que mais explorarem para desgastar adversários, estão expondo dados sobre as emendas parlamentares, seus valores, a quem e ao que se destinam e como foram ou serão utilizadas, mas, sempre, com críticas ao conjunto da obra: quem, quanto e para quem surrupiaram tais maquinações.

As emendas parlamentares viraram atrativos para quase 100% dos mandatos parlamentares. O trabalho do ministro Flávio Dino, do STF, através do qual se vem esmiuçando as peculiaridades do aproveitamento dessas emendas, seus valores e o que produziram as verbas recebidas, em nome ou não do interesse público, têm sido objeto das críticas e, em muitos casos, se devidamente investigadas, deveriam colocar na cadeia muitos parlamentares que as concederam.

Em BH, casos envolvendo igrejas evangélicas, como a Lagoinha, muitas vezes conciliam a evolução patrimonial de parlamentares, como a compra, inclusive, de aeronaves, com a liberação das emendas. Nesses dias, uma verba destinada pelo senador Flávio Bolsonaro, que agora está na linha de tiro, concluiu que seu destinatário havia falecido dois anos antes do crédito ter sido feito e investido.

O endereço da entidade beneficiada também não existia numa cidade da baixada carioca, seu antro predileto. Os valores passam, somente nesse caso, de R$ 3 milhões.

Para onde deveriam ser levados aqueles que participam de falcatruas desse tipo? O ingênuo senador não sabia? Casos desse tipo há centenas. E quem paga tamanha calhordice somos nós, os brasileiros.

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