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Investigação sobre compra suspeita de livros (parte I)

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Nos últimos dias, depois de transcorridos mais de nove meses da suspeitíssima compra de livros pela Secretaria de Estado da Educação de MG, além da discutida contratação de serviços que formam um comprometimento de mais de R$ 870 milhões do orçamento público de MG, com a demissão do Secretário Rossieli Soares, assim que publicamente denunciada, da recusa de presença de assessores e coordenadores-chefes da pasta para atender a convites (por que não foram convocados) da Comissão de Educação da ALMG, agora a Controladoria Geral do Estado (CGE) decidiu abrir investigações sobre o ato, nas quais figuram as empresas SOMOS Sistemas de Ensino (e de algo mais?) e FAZER Educação (em que?).

O secretário Rossieli Soares já havia sido exonerado em abril passado. Agora essa portaria quer apurar, primeiro, se a SOMOS pagou passagens de avião para servidores da SEE-MG para servidores da pasta. Nessa altura, o orçamento da Secretaria de Estado da Educação já pagou, até o momento, que se saiba, a quantia de R$ 172 milhões à editora dos livros que se acham, TODOS, dentro de um depósito da SEE-MG, empoeirando.

Essa compra foi feita através de ata de registro de preços. Depois de 180 dias, decorridos da portaria publicada no início de setembro, o que poderá acontecer a essas empresas? E por que mais 180 dias?

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