Tal estratégia de Marcelo Aro durou pouco mais do que horas, fazendo com que Mateus Simões reposicionasse seu arsenal de maldades, reduzindo seu novo opositor, no mínimo, a traidor, a infiel, um matreiro, além de colocar em dúvida a sua honestidade no desempenho de sua função como ex-secretário de Governo, durante os quatro anos dentro do governo de Minas, ocupando lugar de destaque e operando o destino de verbas públicas que chegaram a R$ 4 bilhões.
Infiel, traidor, mentiroso, falso, fricoteiro, chiliquento, desonesto, desequilibrado, foi o que publicamente disseram Mateus e Aro, qualificando, cada um, as atitudes do outro.
Agora, Marcelo Aro foi acomodado na sua pretensão inicial: a de ser candidato ao Senado. Mateus também retornou à sua candidatura à reeleição. Serão necessários mais alguns dias para que os eleitores conheçam um pouco mais do perfil desses dois nomes, especialmente se voltarem a brigar.
As campanhas ainda não foram para as ruas, o que vai atrasar por mais alguns rounds essa luta. Pelo que se ouviu do bate-boca público, nenhuma das acusações de parte a parte surpreendeu a ninguém. Muita coisa ainda virá de e sobre os diversos postulantes.
Este é o jogo político, atualmente.