O senador Cleitinho Azevedo, que foi pré-candidato ao governo de Minas até a manhã da última quarta, 29, voltou à cena para manifestar sua estranheza à decisão do partido Republicanos, que refutou solenemente e sem volta a sua candidatura, fechando-lhe as portas para a disputa e encerrando todas as conversas, com pesadas críticas à postura e despreparo revelados pelo senador.
Cleitinho adiou seguidamente o anúncio da sua determinação de concorrer, cansando todos à sua volta com sua fala de desdém à pretensão. Nessa quinta, ele voltou para dizer que a negativa do Republicanos-MG em conceder-lhe a legenda se compara a uma suposta recusa do Cruzeiro ao atacante Ronaldo, se esse se oferecesse para compor o elenco do time mineiro.
Naquele momento em que Ronaldo era Fenômeno, tem razão o senador; se se apresentasse hoje, o Cruzeiro lhe daria o mesmo tratamento que o Republicanos deu a Cleitinho. No encontro da noite de quarta, na praça, em Divinópolis, Cleitinho revelou que havia tentado falar com o presidente do seu partido, mas que este não o atendeu, sugerindo certo desprezo do Republicanos ao senador mineiro.
Políticos mais experientes vêm prevendo que em uma semana o fenômeno Cleitinho estará completamente esquecido, e que seus irmãos, se confirmassem suas candidaturas à Câmara e à Assembleia Legislativa, fariam um esforço que nunca imaginaram para se elegerem deputados. Assim se encerram as pretensões da família Azevedo. Se farão falta politicamente, saberemos já nas próximas semanas.