Está instalada e em franca operação em Minas Gerais uma indústria de “atas de adesão”, convênios municipais, ONGs para venda de treinamentos, cursos e livros em geral, além de proporem a administração de serviços públicos, escolas e penitenciárias inclusive, além de serviços realizados por consórcios, artifícios e arapucas para darem legitimidade às negociações, na sua maioria as mais imorais e indefensáveis, mas travestidas de legais e puras.
Prefeituras e câmaras municipais são clientes preferenciais dessas organizações, não excluídos os Estados, inclusive Minas Gerais. As polícias Civil e Federal, além do Ministério Público do Estado e Federal, bem como o Tribunal de Contas de Minas Gerais e o TCU deveriam estar mais atentos à movimentação dessa corja. Também a imprensa não pode se furtar em denunciar abertamente tais absurdos.
Muito dinheiro está sendo tragado por esses grupos bandidos, na sua expressiva maioria. Atas de adesão foram criadas para comprar canetas, insumos de pequeno valor que não podem esperar a formalidade de licitações. Muita atenção e rigor do MPF, da PF, do TCE-MG, do MPMG para tais picaretagens, que crescem em abundância para furtarem dinheiro público, legalmente.
Em MG os próximos deputados e governo deveriam proibir o uso desses expedientes que frustram os controles sobre os recursos públicos.