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A semana promete

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Além das investigações sobre o sumiço do acervo do Palácio Mangabeiras, que o governo do Estado tem dado explicações meia-boca, num empurra-empurra sem fim entre aqueles que deveriam se apresentar como responsáveis pela guarda de telas e painéis de pintores famosos, pratarias, louças, móveis, tapetes, tudo que estava no Palácio e que até o momento ninguém sabe onde realmente foi parar, também permanecem sem resposta convincentes a milionária compra de livros e apostilas, sem licitação, pelo valor de R$ 348 milhões.

A trajetória administrativa desse contrato é, no mínimo, para dar vergonha em todo primeiro escalão do governo Zema/Mateus Simões. Mesmo sabendo tratar de uma operação carregada de suspeição, o governo do Estado pagou R$ 172 milhões à editora.

Por que? Quem autorizou e com que autoridade o fez, mesmo depois da exoneração do secretário Rossieli Duarte por suspeitas em sua atitude à frente da Secretaria de Estado da Educação de MG? A SEE-MG comprou, pagou a metade do valor do contrato e apenas demitiram o suspeito? Qual foi a participação do governador Romeu Zema nesse processo de compra? Autorizou-a? Outra questão que não pode ficar apenas na denúncia de haver beneficiado a empresa da família do governador Zema é a relacionada às renúncias fiscais. Tais renúncias não serão investigadas?

São valores bilionários, retirados das finanças públicas de Minas Gerais. Tem que ser investigado como tais renúncias foram concedidas. Os partidos políticos, que dispõem de recursos, deveriam contratar empresas habilitadas em auditoria para investigar tais concessões. Por que não?

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