Duas realidades vêm motivando a falência das políticas de segurança pública em MG: baixos efetivos da Polícia Civil, que aguarda com insistência a recomposição de seus quadros de investigadores, escrivães e delegados de polícia em todo Estado; depois, da negação do governo em recompor os vencimentos desses servidores, há anos cobrada, algumas vezes prometida pelo governador Zema e nunca cumprida.
O Estado alega que tais ações -a remoção a palito de veículos abandonados nas vias da favela (12 veículos por mês) e o apagamento das pichações (28 pichações por mês ou menos de uma por dia) imporão à população uma sensação de segurança, diante da anunciada presença do Estado, rebocando veículos e pintando paredes; não é, ao que parece, o que essas comunidades entendem como ações de segurança pública.
Não se sabe se os traficantes reduziram seus crimes em virtude disso. Somente as polícias Civil e Militar poderiam falar sobre isso; a coluna tentou ouvir avaliações de delegados e de outros servidores da PCMG sobre essa estratégia, mas dos questionados o que se ouviu de alguns não é próprio para ser publicado e outros pediram para não terem suas opiniões divulgadas, temendo retaliações.