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Passando por cima de tudo

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A FHEMIG não deixa dúvidas de que faz o que quer na questão da entrega do Hospital Maria Amélia Lins à Santa Casa de Misericórdia de BH.

Mesmo enfrentando problemas financeiros que a imprensa já denunciou, decorrente da contratação de um escritório de advocacia suspeito nas suas operações de venda de créditos tributários (a Polícia Federal investiga) e que teria lesado a Santa Casa em muitos milhões de Reais, decorrente da aquisição de créditos frios, o Estado, através da Secretaria de Estado da Saúde e a FHEMIG insistem em entregar o HMAL à citada instituição.

E tudo sem explicar ou tentar equacionar os problemas decorrentes do fechamento do hospital que sempre funcionou como retaguarda do Pronto Socorro João XXIII.

Fazem e não bola para o TCE-MG, para o MPMG e para o CRM-MG. Nem mesmo dão explicações sobre a não realização das 300 cirurgias/mês com as quais se comprometeram, o que provocou a lesão definitiva de dezenas de pacientes e várias mortes de outros que não conseguiram esperar pela realização de cirurgias, de urgência ou eletivas.

Por que isso acontece? No próximo dia 12 de junho, às 10 horas, a FHEMIG quer fazer uma “Roda de Conversa” para discutir o processo de transição do Hospital Maria Amélia Lins. Vão falar também pelo que não fizeram? Pelas mortes e sequelas que geraram em seres humanos? Quem é responsável por esses fatos? Quem poderia atuar nessa investigação e responsabilização por essas vidas sacrificadas?

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