A semana começa com duas notícias sobre o rombo provocado pelo ban-ban (combinação de bandido e banqueiro) Daniel Vorcaro, que já anunciou que revelará nomes, fatos, contas bancárias e dinheiros envolvendo homens públicos dos três poderes da República: Executivo, Judiciário e Legislativo.
Há uma grande expectativa de que tais revelações possam mudar profundamente as próximas eleições, especialmente tirando de cena candidatos de quem os eleitores e a opinião pública vão cobrar explicações sobre o que fizeram, quanto receberam, o que entregaram ou prometeram entregar.
Na outra ponta estão a Polícia Federal e a Procuradoria Geral da República (PGR), que já começaram a dar mostras de que não pretendem estender mais ainda o prazo para concluir o trabalho de investigação e entrega do que já têm nas mãos ao Judiciário.
Essa espera é enervante, sobretudo porque gera uma sensação de impunidade para um bandido, como Daniel Vorcaro, que assaltou as finanças públicas e as reservas de garantia do sistema financeiro. E deu prejuízos a muita gente que não está no rol dos seus parceiros.
A outra notícia relacionada com Vorcaro é a de que seu pai, que tanto o ajudou nas suas construções, possa também ser colocado em liberdade nessa semana, em prisão domiciliar. Por que, cabe ao Judiciário responder o que para muitos é visto como um privilégio.