A indignação do governador Romeu Zema com a recente intimação recebida em suas redes sociais foi imediata. Falou em liberdade de expressão. Falou em democracia. Falou no direito de criticar. Falou, enfim, em valores que deveriam ser caros a qualquer agente público. Nada mais correto.
O curioso é que, em Minas Gerais, parece haver uma liberdade de expressão com prazo de validade e destinatários escolhidos. Quando a crítica é dirigida ao governo, ela merece proteção institucional. Quando a crítica é dirigida a integrantes do governo, a conversa muda de tom.
Na Secretaria de Estado da Fazenda de MG, por exemplo, o atual subsecretário da Receita Estadual decidiu recorrer aos tribunais contra dirigentes do SINFAZFISCO-MG, entidade que, há anos, figura entre as mais críticas às políticas fazendárias da gestão Zema e, agora, da gestão Mateus Simões.
O alvo das ações não foram adversários eleitorais, influenciadores digitais ou agitadores de redes sociais. Foram dirigentes sindicais exercendo aquilo que sindicatos fazem desde que sindicatos existem: criticar gestores públicos.