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Livros de ouro em Minas Gerais

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Vem em boa hora o exemplo do Tribunal de Contas do Estado do Mato Grosso, através de iniciativa de seu presidente, Conselheiro Sérgio Ricardo, que vai investigar com rigor os responsáveis pela compra sem licitação de uma enorme quantidade de livros produzidos por uma editora paulista, e que seriam destinados à rede escolar da Prefeitura de Cuiabá. Alguma semelhança com o acontecido em Minas Gerais?

Aqui em Minas, a compra de R$ 348 milhões feita de livros entendidos como necessários pelo secretário Rossieli Soares, no mesmo formato que ele também entendeu como necessários no Estado do Pará e em São Paulo, onde foi secretário de Educação, valendo-se uma ata de preços, será investigada? E os R$ 170 milhões já pagos à editora, governador Mateus Simões, serão mantidos na forma como foram realizados? Seu governo não tem orçamento para pagar professores dignamente, mas tem para comprar livros com ata de preços?

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